Perguntas Frequentes

Hipotireoidismo engorda?

A obesidade e o hipotireoidismo são dois problemas muito comuns no nosso meio. Logo, por mera coincidência, é muito comum encontrarmos pessoas que tenham os dois problemas sem que um não tenha a menor relacão com o outro. De fato, a maior parte das pessoas que tem obesidade não tem problemas na tireóide. E mesmo entre as que têm, a maioria não é obesa devido ao hipotireoidismo. Mas atenção, um hipotireoidismo descontrolado e sem o tratamento devido pode sim provocar o ganho de alguns quilinhos a mais.

Insulina provoca vício? Se eu começar a usar insulina eu nunca mais poderei parar?

A insulina é um hormônio que frequentemente deixa de ser produzido ao longo da vida da pessoa que possui diabetes tipo 2. Assim, aqueles que possuem uma quantidade muito pequena desse hormônio precisarão fazer a reposição através de injeções (não dói, viu?). Algumas pessoas só precisam usar insulina por um curto período e, após um melhor controle, podem voltar a se manter apenas com o medicamento oral. Outros, com muita deficiência de insulina, precisarão usar por tempo indeterminado. Os diabéticos tipo 1 apresentam deficiência absoluta de insulina e precisam usar o hormônio para sobreviver.

Comer muito açúcar ou doce pode causar diabetes?

Normalmente não, pelo menos de forma direta! O diabetes tipo 2, que é a forma mais comum da doença, depende de uma predisposição genética. Porém, certos hábitos como o sedentarismo e a alimentação inadequada podem levar ao acúmulo de gordura corporal. Pessoas com excesso de gordura tendem a perder a função e a produção da insulina pelo pâncreas e assim, não conseguem controlar o açucar no sangue. Logo, o excesso de açucar e doces, se fizer parte de um estilo de vida inadequado, pode contribuir para o surgimento da doença.

O que é tireóide?

Tireóide, ao contrário do que muitos pensam, não é o nome de uma doença. Tireóide é o nome de uma glândula que todos nós temos em nosso pescoço. A tireóide é responsável pela produção de dois hormônios que são importantíssimos no controle do nosso metabolismo: o T3 e o T4. As disfunções da glândula tireóide podem provocar um excesso na produção dos hormônios (hipertireoidismo) ou uma falta de T3 e T4 (hipotireoidismo). A glândula tireóide também está sujeita ao aparecimento de nódulos benignos ou malignos.

Qual tipo de diabetes é mais grave, o tipo 1 ou o tipo 2?

Muitos pensam que o diabetes tipo 1, por ser dependente de insulina desde o seu início e por ter o seu aparecimento geralmente numa fase mais jovem, é mais grave que o diabetes tipo 2. Isso não é verdade! O diabetes é grave quando descompensado, mal-controlado, independende de ser tipo 1 ou tipo 2. Isso quer dizer que diabéticos tipo 1 bem controlados podem atingir a longevidade praticamente sem complicações. Aqueles que desenvolvem diabetes tipo 2 também podem viver sem qualquer complicação, caso consigam manter um bom controle da sua glicemia. Moral da história: o diabetes mais grave é o diabetes descontrolado, independente do tipo.

Quais os riscos de ter um diabetes descontrolado?

O diabetes descontrolado aumenta muito o risco de complicações crônicas.

Quais são as complicações crônicas do diabetes

O diabetes pode produzir complicações em praticamente todos os órgãos do corpo. As mais comuns são as doenças nos rins (nefropatia), olhos (retinopatia), nervos (neuropatia). São comuns também as doenças vasculares, que podem induzir ao infarto do coração, acidente vascular cerebral (derrame) e amputações dos membros.

Bombas de insulina são úteis no tratamento do diabetes?

A tecnologia está cada dia mais presente na nossa vida. Não é diferente com a vida dos portadores de diabetes. Os diabéticos que necessitam de diversas aplicações diárias de insulina, além de muitos testes de glicemia na ponta-de-dedo, podem contar com um recurso que torna o controle da glicose mais preciso. As bombas de insulina fornecem uma infusão contínua de insulina de uma forma mais fisiológica, mais parecida com a de um pâncreas normal. Necessitam, para o seu funcionamento, serem informadas pelo seu usuário sobre o conteúdo de carboidratos nas suas refeições e também sobre o valor da glicemia algumas vezes ao dia. O restante é com o equipamento, que faz a infusão de insulina de forma programada e adaptada às necessidades do usuário. Você tem indicação para esse tipo de tratamento? Consulte o seu endocrinologista e pergunte para ele a respeito.